MARTINTA PEREIRA

Uma mulher alta, magra de trajes distintos, costumava aparecer no canto da CELPA (Marabá Pioneria) a noite. Nessa época não havia luz elétrica na cidade e sim a motor. O homem que a via ficava curioso em saber quem era aquela senhora de trajes tão distintos aquela hora na rua e só; por isso tentava aproximar-se pois mantinha um boa distância entre ela e seus seguidores. Conforme ela ia chegando perto da igreja, ia crescendo, ficando alta, bem alta, quando ficava de frente a igreja antiga, atingia a altura das antigas mangueiras que há próximo dali. Seu seguidor ou observador também sentia que crescia, parecia que ia atingir o céu. A mulher ao chegar exatamente frente a porta da igreja, sumia e o homem que a seguia voltava invariavelmente para casa.

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